sementes

A ideia deste modelo econômico me veio numa conjunção de eventos em 2009, quando assistia um documentário sobre a história da moeda. Já havia lido e refletido sobre o que era abordado e neste dia um dos meus filhos, então com 13 anos, que assistia o programa comigo, teceu o seguinte comentário:

"O dinheiro já não representa uma troca justa!"

De certa forma, a inocência desta afirmação representava uma verdade dura e me acendeu uma curiosidade insana de procurar um sistema mais justo para nossas trocas e para as nossas vidas.

Como ocorrem nestas ocasiões, na madrugada do dia seguinte, quando imaginei inserir uma moeda representativa do valor social, distribuída gratuitamente para todas as pessoas e tudo me pareceu tão lógico e fantástico, comecei a duvidar da minha sanidade mental. Me contive para não gritar eureka, por temer acordar todo mundo e também ser levado direto para um hospício. Bem, eu ainda não descartei a possibilidade de demência, mas cada vez mais, quando analiso os vários conflitos em nossa história, principalmente os advindos do debate teórico entre capitalismo e comunismo, imagino sempre como seria o nosso comportamento neste sistema financeiro dualista e me surpreendo com as possibilidades e dinâmicas positivas que podem surgir.
Então, por isso resolvi iniciar esta jornada solitária e angustiante, mas também desafiadora, na busca de um sistema mais condizente com as nossas necessidades humanas. Embora a solução esteja clara para mim, mas ciente de quão dependentes nos tornamos das certificações do saber, irei documentar aqui o que tenho aprendido, bem como as novas dinâmicas imaginadas para nossas instituições e nossas vivências sob um sistema dual e homeostático.
Então, com a carência da uma especialização, mas com uma paixão pelo autoditatismo, a partir de uma perpectiva generalista, me vi envolvido e motivado, sem desejar, com esta ideia sonhadora de realizar uma jornada sobre as teorias econômicas e os impactos sobre a civilização.

É assim que tudo aqui começou!